Comemoração de 1 ano da AJ-ONU

Comemoração de 1 ano da AJ-ONU

Nesse dia estamos felizes por três motivos especiais. Estamos completando o primeiro ano de existência. Adotamos um novo logo para nossa Instituição e finalmente temos a honra de publicar um livro com todo o conteúdo agregado em 1 ano de árduo trabalho. Muito Obrigado a você que acompanha nosso site. O Download do livro completo está logo abaixo do Prefácio.

Prefácio – Manifesto de Comemoração de 1 ano de AJ-ONU.org

Para além do círculo restrito da família de cada um de nós, em nosso tempo, e principalmente numa cidade multicultural como Berlim e/ou pluralíssima como São Paulo, quase todas as pessoas aparecem-nos como estrangeiras. Do latim “extraneus”, os que são de fora, fora de nossas casas, forasteiros de outras cidades ou países. Surge então uma questão: há alguma lógica em acreditar que o que me é estranho e o que eu de fato sou podem conviver e colaborarem de forma quase simbiótica? Há lógica, sim. O conjunto de crenças que afirma que os seres humanos partilham de uma natureza comum que deve ser continuamente zelada, consta tanto na Bíblia quanto no Alcorão, em Aristóteles assim como em Kant.

É ubíquo nas mais diversas fontes e momentos históricos que a humanidade deve enfrentar a vida como um só corpo. Tais ideias norteadoras, não apenas restritas pelo horizonte das religiões, tiveram presença assídua na obra dos mais variados poetas, políticos, diplomatas e mártires. De fato, os seres humanos dotados de razão e criatividade engendram o ideal de positivar um estado justo. Pensar e agir em prol deste estado justo envolve elevar o estado nacional ao seu limite, ou seja, é preciso intuir um governo mundial, o que os latinos chamaram de Civitas Maxima.

A Organização das Nações Unidas, como instituição extremamente jovem na história, assume a magnífica responsabilidade e risco de ser a regente das distintas vozes que pediram o reconhecimento do mínimo de regras que embasam as ações humanas, nos quatro cantos do mundo. Porém as Nações Unidas, como todo empreendimento humano, depende de como os sonhos tornar-se-ão realidade através da marcha implacável da história. E depende completamente da base humana que sonha, que acredita e respira esperança. O papel da juventude de qualquer época é a de se lançar à frente, de atravessar terrenos inóspitos ávida por alcançar o fim do percurso. Cabe aos “adultos” seguirem as trilhas deixadas pelos jovens e erigir, conforme se avança, as placas e sinais de trânsito, que ajudarão os que virão depois. Nesse processo ambos, juventude e maturidade se complementam, como é óbvio. O sentido final do percurso humano dificilmente poderá algum dia ser respondido. Porém, será gratificante se pudermos alcançá-lo de mãos dadas, cenário no qual todo ser humano pudesse desenvolver o máximo de suas capacidades.

Nós, da Associação de Jovens – ONU – Brasil, (AJ-ONU) o que buscamos, como uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, é alargar a compreensão da sociedade brasileira sobre a Organização das Nações Unidas, em todas as suas vertentes de trabalho. Com isso, temos certeza, pavimentaremos o caminho essencial que convida-nos a pensar os limites das noções de justiça que encabeçam o mundo de hoje. Sentimos que o aparato estatal brasileiro está imaturo perante a universalidade política e ética que deve sustentar toda ação. A AJ-ONU ainda não tem formalização arregimentada pelo direito brasileiro como uma Organização Não-Governamental, apesar de isso consistir um dos objetivos a serem alcançados.

Antes disso precisamos, e esse é o momento para o Brasil enveredar por esse viés, dizer às nossas crianças e adolescentes que somos parecidos não só com nossos familiares ou vizinhos de rua, mas que também somos parecidos com todas as mulheres e homens do mundo, como Kant apontou. Porque enquanto continuarmos a contar uma história apenas de violência, em vez dos fabulosos contos de fadas com finais felizes, estaremos fadados a amputar os ideais que devem chocar o presente e erigir o futuro.

Nossa época é a dos direitos humanos. Só que ainda, infelizmente, não temos um sistema educacional adequado, nem criamos ficções o bastante para inculcar esse conto de fadas belíssimo em nossa juventude. Enquanto o jovem não conhecer o conto e o adulto não agir em prol de concretizar o mínimo de cordialidade e não-violência entre cada um, enquanto não agirmos como espécie que colabora a nível interestatal de forma justa, seremos considerados, não só pelo tribunal de nosso tempo, mas também e sobretudo pelas gerações vindouras, como culpados. Culpados de deixarmos os filhos de outras mães morrerem ao nosso lado enquanto nos preocupamos com o resultado do futebol. Culpados de encarcerarmos milhões em condições completamente sub-humanas. Culpados de assistirmos as notícias numa televisão gélida, degustando de um bom vinho Francês, enquanto milhões sofrem com a escassez alimentar logo ali, na nossa Casa, em nosso planeta. Nós não queremos suportar tamanha culpa.

Na esteira do idealismo que cantou a paz perpétua de Kant, militamos pela não-violência e pelo instaurar de um espírito de fraternidade universal, que são os motores que moveram e movem a positivação histórica e credibilidade das Nações Unidas e dos Direitos Humanos.

Consideramos que para alcançarmos tais fins, o âmbito digital é fundamental. A internet é o cimento da concretização de uma cultura colaborativa mundial que reforça o papel ideológico e o poder político das Nações Unidas. É dever dos brasileiros exigir e contribuir para a maior disseminação possível das ideias motrizes e conhecimentos técnicos que são gerados dentro do sistema das Nações Unidas. Nesse um ano de vida, a AJ-ONU buscou apresentar as portas de entradas para as mais diversas áreas de atuação e órgãos das Nações Unidas, como atesta o conteúdo à disposição de todos em nosso website. A maioria dessas informações, anteriormente ao nosso trabalho de tradução, só estava disponível em Inglês. Raciocinemos. Qual a porcentagem da população brasileira que têm acesso ao Inglês? É exatamente esse cenário que pretendemos ser o grão da mudança, espalhando o conhecimento que gerará o fruto do idealismo.

Buscamos incorporar os conhecimentos e principalmente o ideal norteador das vidas de Sérgio Vieira de Mello e de Austregésilo de Ataíde para contribuirmos ativamente, no plano teórico e também na práxis, para erigir a consciência de que devemos pensar e agir como um corpo único, como um governo mundial de fato, que, sob a égide das Nações Unidas, poderá apaziguar as distinções sociais, permitindo que cada ser humano desenvolva o máximo de suas capacidades, num cenário onde o medo não dita os padrões de comportamento, onde a fome não aflige milhões e onde a guerra é sinal de atraso histórico.

Convidamos você a tomar parte dessa revolução em curso.

Associação de Jovens – ONU – Brasil, AJ-ONU.

United Nations Youth Association – Brazil, UNYA Brazil.

aj-onu.org

São Carlos, São Paulo, Brasil, 01/09/2011.

DOWNLOAD do Primeiro Livro da AJ-ONU BRASIL em: 

http://www.4shared.com/document/O0WWZ5Kr/Publicao_em_Comemorao_de_1_ano.html?

Ou abra-o sem necessidade de download em:

http://pt.scribd.com/doc/63712520/Publicacao-em-Comemoracao-de-1-ano-da-AJ-ONU

Agradecimentos:

A Carolina Pucci, Thiago Claro Daniel, Giuseppe Christianini, Maria Luiza Martini, A Força Nacional de Resgate representados pelo Cap. Roger, Lucila Lang Patriani e a todos que acompanham nosso trabalho pelo Facebook e Twitter. 

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