As prioridades de Ban Ki-moon como Secretário-Geral (II)

As prioridades de Ban Ki-moon como Secretário-Geral (II)

“DIREITOS HUMANOS E PRESTAÇÃO DE CONTAS
O reconhecimento dos direitos humanos universais é um dos três pilares das Nações Unidas. A capacidade de cada ser humano de exercer o seus direitos inalienáveis ​​iguais é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo, e é crucial para a segurança global e o desenvolvimento.

Eu tenho falado com frequência sobre os direitos humanos e liberdades, e me comprometi a trabalhar com os Estados-Membros para salvaguardar os direitos e avançar o direito internacional dos direitos humanos. O Escritório de Direitos Humanos da ONU trabalha para garantir a integração dos direitos humanos nas políticas dos Estados-Membros e da Organização das Nações Unidas. É dedicado a garantir que as violações dos direitos são trazidos à atenção da comunidade internacional, e que os culpados sejam responsabilizados.

Os eventos em todo o Oriente Médio e Norte da África este ano demonstraram, mais uma vez, que o desejo dos direitos humanos transcende as fronteiras geográficas e culturais. Que todos nós desejamos um mundo no qual cada homem, mulher e criança viva com dignidade, livres da miséria, medo e fome, um mundo sem violência e discriminação, com acesso à habitação, cuidados de saúde, educação e oportunidade.

As Nações Unidas estão movendo o mundo para uma era de responsabilidade. As eleições e suas consequências na Costa do Marfim, e os julgamentos e condenações dos tribunais penais internacionais para Ruanda e ex-Iugoslávia, mostram que indivíduos poderosos não podem mais contar com a impunidade, aquando praticam graves violações dos direitos humanos.

A decisão da comunidade internacional para proteger os civis que sofrem violência de seus próprios governos é um divisor de águas na aplicação da doutrina em evolução conhecida como Responsabilidade de Proteger.

RESPONDER ÀS GRANDES CRISES HUMANITÁRIAS

Em 2010, o mundo experimentou desastres humanitários em grande escala – desde o terremoto no Haiti até as enchentes que assolaram grande parte do Paquistão. A magnitude dessas crises ilustrou a necessidade da ONU e de seus parceiros humanitários de manter se esforçando para melhorar a coordenação dos esforços de socorro.

Tenho apelado que mais seja feito para assegurar que os recursos são usados ​​de forma tão eficaz quanto possível, de modo que as Nações Unidas podem escalar rapidamente as operações no terreno, em resposta às necessidades das pessoas.

Guiei apelos de aumentar o financiamento para causas humanitárias, e eu salientei a necessidade de engajamento tanto imediatos e de longo prazo no chão. Em ambos o Sudão e o Chifre da África, liderei o pedido de acesso humanitário ilimitado a áreas atingidas pelos combates recentes. A menos que os trabalhadores humanitários possam distribuir aos desesperadamente necessitados os suprimentos, há temores de que a fome atualmente experimentado em partes da Somália possa se espalhar para outras áreas.

Eu também destaquei a necessidade de atenção sustentada a prolongada crise humanitária que não têm recebido a atenção do mundo, inclusive no leste da República Democrática do Congo.

Em última análise, no entanto, se nos concentramos em resposta, nunca teremos sucesso em resolver as novas necessidades humanitárias. É por isso que eu estou reformulando a estratégia da ONU de resposta humanitária para se concentrar no reforço da nossa capacidade para ajudar os países a reduzir ou mitigar o impacto da crise através da prevenção de conflitos e medidas de redução de riscos.

DESARMAMENTO NUCLEAR E A NÃO-PROLIFERAÇÃO

Em 2010, as Nações Unidas sediou a primeira revisão com sucesso do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) em 10 anos. Os Estados Unidos e a Federação Russa também concluiram um novo Tratado START, reduzindo seus arsenais nucleares.

É fundamental agora trazer o Tratado Nuclear-Test-Ban plenamente em vigor, enquanto pressiona para a plena implementação do TNP. Os Estados devem também revitalizar o trabalho da Conferência sobre o Desarmamento.

Eu permaneço comprometido com a desnuclearização da Península Coreana, e compartilho o desejo da comunidade internacional em resolver a situação envolvendo o Irã. Eu também reafirmo a necessidade de uma zona nuclear livre de armas no Oriente Médio.

Na esteira do acidente nuclear de Fukushima, eu estou chamando os governos para trabalhar com as organizações internacionais a tomarem medidas concretas para fortalecer a segurança nuclear.

FORTALECIMENTO DA ONU A PARTIR DE DENTRO

Para abordar estes novos desafios, a ONU deve continuar a se modernizar e aumentar a sua eficácia. Por esta razão, uma das minhas principais prioridades tem sido a de tornar a ONU mais transparente, responsável, eficiente e móvel.

Para esse efeito, eu criei o Departamento de Suporte de Campo para garantir que as missões de paz da ONU sejam melhores servidas; estabeleci um Gabinete de Ética das Nações Unidas, e criei um novo sistema de justiça interno. Eu também reforcei o desempenho, mantendo gerentes seniores responsáveis ​​responsivos aos Compactos assinados comigo.

Embora estes sejam importantes avanços, mais pode ser feito para melhorar o desempenho, resultados e prestação de contas.

Em termos de gestão de recursos humanos, que é fundamental para alcançar a minha visão de uma Secretaria global que é sensível e flexível e suporta uma cultura de capacitação e desempenho, estou priorizando melhorias contínuas nos processos de recrutamento, desenvolvimento de carreira e de mobilidade. Da mesma forma, estou colocando uma ênfase na modernização da nossa tecnologia de informação e de comunicação que constituem a espinha dorsal de uma organização moderna e são fundamentais para aumentar nossa eficiência e eficácia.

Eu identifiquei seis áreas prioritárias centrais para a reforma da gestão: a eficácia do programa, recursos humanos, tecnologia da informação e comunicação, compras e serviços comuns e inovação em processos de negócios e governação dos processos dos órgãos. Em cada categoria, apontei algumas iniciativas de mudança inicial. Análises custo-benefício estão sendo realizadas e um primeiro conjunto de recomendações será o passo seguinte, até o final deste ano. Iniciativas de reforma serão conduzidas por uma equipe de gerenciamento de mudanças que eu criei no meu escritório.

Estou agindo na convicção de que o fortalecimento da ONU, tornando-a mais eficaz, é a melhor maneira de servir as pessoas do mundo.”

Ban Ki-moon

Link Oficial:

http://www.un.org/sg/priority.shtml

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